Em nosso último post, falamos sobre as diferenças entre anabolização e reposição hormonal. Hoje falarei sobre Dieta Paleo e irei dividir em 2 partes: se é saudável e se pode trazer riscos. Então, vamos a primeira parte!

O interesse da mídia, celebridades e comunidades esportivas, fez a popularidade Dieta Paleo explodir no Brasil nos últimos anos, sendo a “Dieta da Moda”. Porém nos Estados Unidos, desde 2015 esta dieta vem caindo em desuso. Nem se comenta mais a respeito nos fóruns de Nutrição. A Dieta Paleo promete benefícios como perda de peso, controle de saciedade, melhor controleglicídico e insulínico.

A Dieta Paleolítica prega o consumo das formas mais integrais e naturais de alimentos, priorizando o consumo de proteínas animais, gorduras, frutas, legumes, vegetais e eventualmente raízes. Na Dieta Paleolítica exclui-se os grãos, especialmente o trigo. A ideia dessa dieta é ter uma alimentação como a dos nossos ancestrais do período Paleolítico, daí o nome da dieta.

Importante dizer que essa dieta não é uma dieta hiperproteica como muitos dizem. A proteína na dieta paleo é mantida em quantidades normais. O que aumenta na dieta Paleolítica é o consumo de gorduras. Os carboidratos são diminuídos, mas não são cortados, pois existe o consumo de frutas de baixo IG, verduras e eventualmente de raízes, o que teria um efeito de controle da insulina que resulta em ganho de saúde e perda de peso.

Ela pode trazer benefícios para algumas pessoas?

Não há dúvida de que ela funciona para algumas pessoas.

Algumas críticas à dieta podem ser feitas:

  • A carência de carboidratos na dieta pode resultar em falta de energia. 
  • Não está adaptada à vida moderna. Apesar da prática de exercício físico, o homem moderno não gasta tanta energia como o que viveu na era do Paleolítico.
  • Pode implicar uma monotonia na alimentação.
  • Pode causar o conhecido efeito sanfona devido à rápida perda de peso nas primeiras semanas. Você deve sempre estar atento às suas exigências nutricionais.
  • É uma dieta restritiva, o que pode ser complicado para pessoas que não têm tempo para preparar as refeições e precisam de opções mais práticas no dia-a-dia. A alimentação pode ficar monótona fazendo com que o indivíduo não consiga dar continuidade.

Ela pode trazer algum risco à saúde?

Ainda existem poucos estudos para que possamos comprovar benefícios ou riscos à saúde associados à Dieta Paleo. Porém, é preciso ter cuidado com as dietas da moda, sempre buscando ajuda de um profissional e procurando dietas embasadas em evidências. O recomendado é que a dieta seja elaborada e acompanhada por um profissional para que exista um equilíbrio e harmonia no consumo dos macronutrientes (carboidrato, proteína e lipídios) e micronutrientes dentro desse padrão de alimentação. Não existe uma dieta que beneficie todos indivíduos, cada paciente meu por exemplo, recebe orientação alimentar personalizada de acordo com seus objetivos, histórico clínico, etc. A mesma dieta não serve para 100% dos habitantes do planeta.

Além disso, dietas muito restritivas para algumas pessoas pode ser um gatilho para o desenvolvimento de desequilíbrios do sistema nervoso podendo potencializar a ansiedade, compulsão e irritabilidade.

Muitas vezes a Dieta Paleolítica é distorcida, com liberação de alimentos lácteos e alimentos nocivos como Bacon, banha de porco industrializada, salsichas, presuntos, queijos gordurosos, embutidos, enlatados e defumados diversos (esses alimentos não existiam na era Paleolítica), tais alimentos possuem propriedades cancerígenas pelo processo de defumação, conservantes, nitritos tóxicos, etc

A verdadeira Dieta Paleo prega enfaticamente o consumo das formas mais integrais/naturais de proteína magra, vegetais, frutas e gorduras boas, assim como a exclusão dos alimentos industrializados e toda a carga de aditivos químicos que estes carregam – além de seu alto grau de processamento.

Na era Paleolítica a expectativa de vida raramente ia além dos 30 anos. Estamos em 2018, vamos superar os 100 anos!!!